A Natura possui um ecossistema operacional dinâmico e complexo, gerenciando vendas diretas, varejo, plataformas online e indústria, além de lidar com a integração de processos e sistemas oriundos de grandes aquisições globais.
Inicialmente, o desenvolvimento de automações dependia de uma área centralizada com alto nível de terceirização. Nesse cenário, o modelo já não oferecia escalabilidade suficiente para absorver o volume de solicitações das áreas de forma sustentável.
O desafio técnico e processual envolveu a necessidade de descentralizar as automações por meio de um formato Hub and Spoke, mas estabelecendo um framework claro, papéis e guias tecnológicos padronizados para não perder a governança. A iniciativa visava também resolver um problema financeiro: projetos menores trazidos pelas áreas frequentemente não avançavam, pois os custos centralizados de licença e sustentação inviabilizavam o fechamento do business case.
Era necessário garantir o empoderamento das áreas de negócio de forma segura, evitando a proliferação do Shadow IT, como planilhas de VBA, scripts em Python e automações locais isoladas.
Além disso, a solução deveria passar por uma forte mudança cultural, quebrando a visão de que as áreas eram “clientes da TI” e transformando as automações em projetos de negócio habilitados por tecnologia. O desafio consistiu, portanto, em transformar um modelo centralizado e sobrecarregado em uma operação elástica, híbrida e fundamentada no letramento das áreas de negócio.
