Em bancos e instituições financeiras, áreas como Jurídico e Compliance são centrais para o crescimento seguro do negócio. Elas concentram processos de alta criticidade regulatória, forte dependência de análise técnica e prazos rígidos, muitas vezes operando com elevada manualidade.
Em instituições financeiras, automação não pode ser tratada como um experimento tecnológico. Ela precisa nascer de uma escolha estratégica: identificar os processos certos, redesenhá-los com rigor e, só então, digitalizá-los. Foi com essa visão que a Genial Investimentos estruturou, junto à Bridge, uma iniciativa para aumentar eficiência operacional, reduzir riscos e criar as bases sólidas para uma agenda sustentável de automação.
O Desafio
Com o crescimento da operação, surgem sintomas conhecidos:
- alto volume de atividades manuais.
- Uso excessivo de e-mails como ferramenta operacional.
- Retrabalho e falta de padronização.
- Baixa visibilidade de filas e volumetria.
- Dificuldade de mensurar esforço e capacidade.
- Riscos operacionais e regulatórios ampliados.
O desafio não era apenas “automatizar”. Era aumentar eficiência e escalabilidade sem comprometer governança, controle e qualidade técnica.
Nossa solução
Visão macro e escolha estratégica
O trabalho começou com uma análise estruturada dos macroprocessos das áreas envolvidas, identificando onde estavam os maiores volumes, riscos e gargalos.
Em vez de priorizar por urgência momentânea, a Genial adotou critérios objetivos:
- criticidade regulatória.
- Volumetria e recorrência.
- Nível de manualidade.
- Impacto no negócio e no cliente.
- Necessidade de rastreabilidade e governança.
- Potencial real de digitalização.
- Capacidade de gerar ROI mensurável.
Essa priorização estruturada evitou um erro comum em programas de automação: escalar ineficiências.
Redesenho estruturado dos processos
Com os processos priorizados definidos, foi realizado o mapeamento detalhado da situação atual e o redesenho da versão futura, incorporando melhorias estruturais antes de qualquer tecnologia.
Entre as principais evoluções propostas:
- padronização das entradas no início do fluxo.
- Redução de interações manuais e pontos de espera.
- Criação de workflows rastreáveis ponta a ponta.
- Integração de validações críticas ao fluxo.
- Centralização documental com controle de versões.
- Eliminação da dependência de e-mails como ferramenta de gestão.
Somente após esse redesenho foram identificadas oportunidades claras de automação, incluindo captura automatizada de dados, triagens inteligentes, workflows digitais e aplicação de IA em modelo human-in-the-loop.
Business cases orientados a valor
Cada processo priorizado foi acompanhado de um business case estruturado, traduzindo eficiência em números.
As estimativas indicaram, por exemplo:
- a redução aproximada de 1 FTE (160h/mês liberadas) em um dos fluxos analisados, com saving anual significativo e payback em cerca de 12 meses.
- Redução de até 50% do esforço operacional em outro processo crítico, com liberação de 448h/mês e payback em aproximadamente 9 meses.
Além dos ganhos financeiros, os estudos evidenciaram benefícios qualitativos relevantes para o setor financeiro: maior rastreabilidade, padronização, previsibilidade de prazos e redução de risco regulatório.
Resultados obtidos
A Genial não apenas identificou oportunidades de automação: criou as condições para que a automação seja bem-sucedida. Os business cases demonstraram potencial de:
Redução relevante de esforço operacional
Liberação de centenas de horas mensais
Melhoria significativa de governança e controle
Aumento da capacidade de absorver crescimento sem expansão proporcional de equipe
Retorno financeiro com payback inferior a um ano em alguns fluxos críticos